quinta-feira, 6 de agosto de 2009

bem longe do inferno



O tal Fernando Pessoa
bate em minha porta,
bate em meus ferrolhos
E se algo em mim ainda era secreto
cai por terra
porque diante desse tal
tudo é revelado

Ronca o Tejo,
roncam as lâminas do moinho
e as hélices do navio

O homem acima citado
dormita nos planos nada suaves
de minha criatura de fogo e carvão
para que eu desperte
bem longe do inferno

(edu planchêz)

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