domingo, 20 de dezembro de 2009

Noite de vaga lumes





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Irei beirando o mar num lirismo de sól,
enquanto um vento manso apagara meus rastros,
levara meu cheiro agreste para algum lugar,
outros sistemas, outras paragens.
Desenharei meus caminhos na terra
a cada passo meu,
em uma solidão terna,
mansa, sem datas nem direção,
porque não terei pressa e estarei feliz.
Dormirei nas árvores com os bichos
e comerei folhas, raízes e amoras,
beberei dos orvalhos das manhas
e não terei sede.
Enfeitarei os cabelos com flores
e farei colares de estrelas.
Banhar-me-ei nua nas águas dos rios,
na chuva, e terei historias pra contar,
cheia de caminhos, de léguas,
de sabedoria, de renovação,
em noites de vaga-lumes
onde a lua me guiara cheia de verdes,
de azul, de brilhos,
e não mais terei medo,
porque farei parte da vida
e andarei no seu tempo,
e ela, me levara pelas mãos

(Mara Araujo)

Um comentário:

Em casa de Poeta... disse...

Querido Planchêz,que carinho... Que lindo ficou! Sinto -me honrada. Obrigada homem bonito, gentil. Belo Poeta, grande irmão. Beijos