quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Dizeres








(para Dionísio Ono)

Que diremos a ti,
senhor de todas as eras,
de todas as esferas;
de tantas pronúncias,
tantas minúcias. Vulcões, convulsões
e a instigar sempre mais...
De timbres que ecoam nas esfinges dos nós,
intrigando os sóis das feras adormecidas.
O avesso, o magma, as vísceras extirpadas.
O emblema, as páginas, as rimas dilatadas.
O que incitas em nós mulheres
de um tempo anormal,
onde o frágil
se matou pra renascer a força,
num mecanismo lunar,
repleto de constelações,
intenções dum grau maior
que se afina a cor dos signos,
ritmos e vinhas.
Ah, senhor de tantas invenções,
tantas emoções; de tanta sabedoria,
de tanta magia,
estamos aos teus pés a servir-te,
como ninfas de todas as palavras,
de todas as fronteiras,
que gritam o perplexo,
sussurram o amplexo -
por cada célula, cada auréola,
cada libélula -
ultrapassando
até os céticos nas entrelinhas.
Pontos e contos infindos.
Por sorte, orgasmo vital,
a morte ou qualquer sentido lírico.

(Cris de Souza & Mara Araujo)

Um comentário:

Em casa de Poeta... disse...

Planchês querido, mais uma vez seu carinho visceral. Obrigada meu amor, de novo! Gosto do seu estilo, meio anarquista, meio doutor. Que todas as causas lhe venham ganhas. Beijos vescerais Meu amigo querido (Mara Araujo)