


salve os que realmente estão vivos,
os que ousam espalhar
todas as escamas sobre as calçadas
para serem pisadas
pelos distraídos passantes
salve os que abrem as janelas da casa
e as janelas da profunda substância
sem se importarem se é noite ou manhã
estar vivo (para mim)
é passar a mão no rosto
reconhecer no branco da barba (que o cobre)
a pelagem dos animais
e as folhas da múltiplos vegetais...
salve o som dos sonhos
que tive durante as minhas lúcidas existências:
eles ainda reverberam cá nesses ouvidos
e eu choro com medo ou com saudade
de algo ou de alguém
(edu planchêz)
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