sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

POEMA A1



Os dizeres dessa madruga ainda no halo da juventude
submetem meus ternos ouvidos aos veredictos da música
que meu corpo quer

Senhora Cinderela das águas termais desse sonho,
não sei se a mãe do que guardo dorme
ou passeia pelas calçadas da Copacabana futura

Lavo as mãos nas mãos de Neruda
Lavo os pés no simples decote da tarde

A vida é muito mais que os aplausos que ora recebo,
que o profundo sono
que se abateu sobre meus transistores nessa manhã

(edu planchêz)

2 comentários:

edvania disse...

viver as palavras é simplesmente transpor-se na imensidao da ignorancia

edvania disse...

viver as palvras é transpor-se a imensidao da ignorancia