sexta-feira, 30 de julho de 2010

Edu Planchêz cão de guarda, cão sem guarda, guardião devasso dos pulsares da vagina


"Quando há uma tormenta,
os passarinhos escondem-se, as águias, porém, voam mais alto."














Depois de derramarmos todo o branco possível
sobre nossas gramáticas pernas,
letrados pés e maremotos,
acordamos o sábado sem Lei e sem roupas
e com todas as roupas
porque nobre é o cio da minha Dama
e o cio que ela me provoca

Edu Planchêz cão de guarda, cão sem guarda,
guardião devasso dos pulsares da vagina ornamentada
de minha amada Astéca queda d'água cristal rosa
da serra da Mantiqueira, da serra dos Órgãos

A minha porra e a porra da minha poesia
escorre com violencia
por entre as vogais
e as consoantes do alfabeto
arquitetado por nossos óvulos e espermatozóides

Racional e irracional é e não é os gritos
de minha amada quando está toda enterrada
de forma absoluta em meu pau representante
de todos os paus do universo

"Ele" disse "sou o grão de areia",
eu digo: Sou o grão de porra, a ave celeste,
o bicho caçador de relâmpagos
e fêmeas insaciáveis

Tenho em minhas veias-florais
a potencia dos grandes
e devassos mestres da dança, das letras,
do canto e da pintura

(edu planchêz)

2 comentários:

Rodrigo disse...

Essa poesia inspiradora de devassidade, de putaria, sem pudores, contempla "o grelo encarnado" como já dizia Planchêz!
Viva o grelo!

sil disse...

Nossa!!!suei frio....